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São Paulo,20/10/2026

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CELA LOPES: DA INFLUÊNCIA DIGITAL À CONSTRUÇÃO DE UM IMPÉRIO DE NEGÓCIOS

Em entrevista à THAYLOR, Cela revela os bastidores da gestão de sua carreira, a importância do planejamento financeiro, os critérios que orientam suas parcerias comerciais e os planos para diversificar suas fontes de receita


CELA LOPES: DA INFLUÊNCIA DIGITAL À CONSTRUÇÃO DE UM IMPÉRIO DE NEGÓCIOS BRUZZI

De uma personagem que conquistou milhões de pessoas nas redes sociais à construção de uma carreira que ultrapassa o ambiente digital, Cela Lopes vive uma fase de expansão profissional. Com humor, uma estética marcada pelo luxo e uma linguagem própria, ela transformou sua presença na internet em uma oportunidade de negócio e passou a olhar para a própria influência como um ativo estratégico.


Em entrevista à THAYLOR, Cela revela os bastidores da gestão de sua carreira, a importância do planejamento financeiro, os critérios que orientam suas parcerias comerciais e os planos para diversificar suas fontes de receita. A influenciadora também fala sobre sua entrada na televisão, a criação da BeWitch e a ambição de desenvolver empresas com identidade própria, capazes de crescer para além de sua imagem pessoal.


Entre o entretenimento e o empreendedorismo, Cela demonstra que seus planos vão além das campanhas publicitárias. Com os olhos voltados para o futuro, ela quer transformar a audiência conquistada nas redes sociais em negócios duradouros e iniciativas capazes de impactar vidas, como o projeto Missão Des Afortunados.


Confira a entrevista completa.




THAYLOR: Sua personagem se tornou um dos maiores fenômenos das redes sociais. Em que momento você percebeu que aquilo havia deixado de ser apenas conteúdo para se transformar em um negócio?


CELA: Fico muito feliz ao perceber que minha personagem alcançou marcos tão significativos. Desde o primeiro vídeo que viralizou, enxerguei uma oportunidade de negócio. No mesmo dia, três marcas me contrataram e eu ganhei mais do que recebia em um mês trabalhando como modelo. Naquele momento, percebi que aquilo poderia ser um negócio muito rentável e capaz de transformar meu futuro. Foi tudo muito rápido, mas entendi desde o primeiro dia que havia ali uma oportunidade muito maior do que simplesmente produzir conteúdo.


THAYLOR: Como você estrutura a gestão da sua carreira hoje? Existe uma equipe dedicada às áreas comercial, marketing, planejamento e finanças?


CELA: Eu cuido diretamente da gestão da minha carreira e acompanho todos os detalhes, mas conto com uma equipe estruturada para me dar suporte. Tenho profissionais dedicados ao audiovisual, ao financeiro e à assessoria de imprensa, além de motorista e assistente. Essa estrutura é fundamental para que eu consiga me concentrar nas decisões estratégicas e, ao mesmo tempo, tenha uma operação preparada para acompanhar o crescimento da carreira.


THAYLOR: Você costuma participar diretamente das decisões estratégicas da sua marca ou prefere delegar parte da operação? Como funciona esse equilíbrio?


CELA: Participo de todas as decisões estratégicas da minha carreira e delego os pormenores para conseguir me concentrar no macro e nas questões mais importantes. A edição de vídeos, o contato com as marcas e outras atividades operacionais são responsabilidades que delego porque, se tentasse fazer tudo sozinha, não teria tempo para cuidar da estratégia. Mas tudo passa pelo meu crivo. Gosto de acompanhar de perto e ter conhecimento de tudo o que está acontecendo.


THAYLOR: Muitos criadores concentram a receita em publicidade. Como você enxerga a diversificação das fontes de faturamento e quais são as oportunidades que considera mais promissoras para os próximos anos?


CELA: A publicidade sempre foi uma parte importante da minha carreira, mas acredito que um creator não pode depender apenas disso. As campanhas são excelentes, mas a construção de patrimônio acontece por meio de ativos próprios. Por isso, tenho buscado diversificar cada vez mais, investindo em empresas e participando de operações de equity, inclusive por meio de mídia por equity, para construir negócios que não dependam exclusivamente da minha presença nas redes sociais.


Sabemos que todos os anos alguma coisa muda e que os algoritmos estão em constante transformação. Por isso, é importante pensar no longo prazo e construir outras frentes, inclusive eventos presenciais. A televisão também passou a ser muito importante nesse processo, porque abriu novas possibilidades e me ajudou a enxergar outros caminhos para a minha carreira.




THAYLOR: Você costuma investir parte dos ganhos da carreira? Quais tipos de investimentos fazem sentido para você e como enxerga a importância da educação financeira para quem alcança sucesso muito cedo?


CELA: Desde o começo da minha carreira, ainda na época em que eu era modelo, já tinha interesse por investimentos. Eu ganhava pouco, mas procurava aplicar grande parte do que recebia. Na época, ainda não tinha muito conhecimento, mas sempre tive essa preocupação.


Hoje conto com uma assessoria que cuida da minha estrutura financeira e dos meus ativos, tanto no Brasil quanto no exterior, com uma parte dolarizada. Faço questão de investir pelo menos 20% do que ganho e, em alguns momentos, consigo destinar uma parcela ainda maior. Para mim, ter disciplina financeira é muito importante, principalmente quando se começa a ganhar dinheiro cedo.


THAYLOR: Sua personagem transmite uma imagem de luxo e ostentação. Como você diferencia a construção dessa narrativa da gestão responsável do patrimônio na vida real?


CELA: A personagem vive o luxo de uma maneira exagerada e bem-humorada. Essa construção existe para entreter, provocar e também inspirar as pessoas a sonharem grande. Mas eu, Marcela, sei que patrimônio se constrói com responsabilidade, sem se deslumbrar com o dinheiro ou acreditar que tudo é fácil.


Na vida real, priorizo muito os investimentos e procuro não gastar de forma irresponsável com bolsas e artigos de luxo. Tenho metas anuais para esse tipo de compra. Este ano, por exemplo, estabeleci como objetivo adquirir duas ou três bolsas de luxo e, conforme for possível, vou aumentando esse número.


A ostentação faz parte da narrativa da personagem. A disciplina faz parte da minha vida real e da minha atuação como empresária. São duas coisas completamente diferentes que convivem dentro do mesmo universo.


THAYLOR: Quais indicadores você acompanha para medir o crescimento da sua marca? O sucesso, para você, é definido por audiência, faturamento, influência ou impacto?


CELA: Para mim, é uma combinação de todos esses componentes. Não existe um único indicador capaz de dizer se estou sendo bem-sucedida ou não. A televisão, por exemplo, trouxe muito impacto e uma nova audiência para o meu trabalho, além de me permitir alcançar públicos diferentes e furar algumas bolhas.


Meu faturamento também aumentou, mas tudo caminha junto. Eu e minha equipe analisamos os números mensalmente para entender o que está funcionando, como estão os resultados e se as estratégias de conteúdo precisam ser ajustadas. Estamos sempre atentos a esses indicadores e, felizmente, todos eles têm mostrado que estamos no caminho certo.




THAYLOR: Ao avaliar propostas de publicidade, o que pesa mais na decisão: o valor financeiro, o alinhamento com a marca pessoal ou a construção de longo prazo?


CELA: Com certeza, o alinhamento com a minha marca pessoal e a construção de longo prazo. O aspecto financeiro é importante, claro, mas considero fundamental construir relações consistentes com as marcas.


Um exemplo é a Coca-Cola, com quem trabalho há mais de dois anos. Construímos uma relação muito boa, com diferentes projetos e publicações ao longo desse período. Esse tipo de parceria sólida é muito importante para mim.


Também já deixei de aceitar propostas financeiramente muito atrativas porque não estavam alinhadas aos meus valores ou ao que quero construir no longo prazo. Nunca fiz publicidade apenas pelo dinheiro. Sempre procurei trabalhar com marcas nas quais acredito, pesquisando, conhecendo os projetos e entendendo se realmente fazem sentido para mim e para a minha audiência.




THAYLOR: A entrada na televisão representa uma nova fase da sua carreira. Como você pretende transformar essa visibilidade em novas oportunidades de negócios?


CELA: A entrada na televisão representa uma fase muito especial da minha carreira. Desde pequena, eu achava muito legal aparecer na televisão, então é inacreditável ver esse sonho se tornar realidade. Hoje estou na TV todos os domingos e também participo de outras oportunidades que surgem ao longo da programação.


O SBT tem me chamado para diferentes projetos, e eu enxergo esse momento como uma grande oportunidade. Estou amando fazer televisão e isso me traz uma felicidade enorme. Tenho certeza de que novos projetos e oportunidades de negócios vão surgir a partir dessa exposição.


THAYLOR: Existe o desejo de construir empresas além da sua imagem como influenciadora? Há segmentos em que você gostaria de empreender no futuro?


CELA: Não quero depender apenas da minha imagem como influenciadora. Quero construir uma empresa que tenha identidade própria e continue crescendo independentemente das minhas redes sociais. A BeWitch é o primeiro grande passo nessa direção.


Vejo oportunidades nos segmentos de beleza, lifestyle, entretenimento e em negócios capazes de criar experiências para as pessoas. Quero usar a influência como uma ferramenta para construir marcas fortes, e não apenas como um meio de publicidade, que hoje representa uma parte importante da minha receita.


Minha ambição é ser lembrada tanto pelos negócios que construí quanto pelo conteúdo diferente que produzi. Quero que tudo esteja conectado à minha identidade e à minha personagem, mas que também tenha vida própria. A BeWitch, por exemplo, é uma marca divertida, mas também carrega um propósito muito grande de transformar a vida das pessoas.


THAYLOR: O mercado de creators está cada vez mais competitivo. Na sua visão, quais atitudes diferenciam um influenciador que vive de campanhas de outro que constrói uma marca sólida e sustentável?


CELA: Quem vive apenas de campanhas acaba dependendo do próximo contrato. Quem constrói uma marca cria produtos, empresas e negócios capazes de continuar gerando valor no longo prazo.


Meu foco é justamente usar a influência como ponto de partida para construir empresas, produtos e negócios que existam muito além das redes sociais. Ainda estou entrando nessa segunda fase da minha trajetória, porque construir tudo isso exige tempo, planejamento e estrutura, mas enxergo um potencial enorme para o futuro.


Acredito que o primeiro passo é conquistar a confiança da audiência. A partir dessa confiança, é possível construir relações mais sólidas e transformar influência em negócios que tenham continuidade.


THAYLOR: Se você tivesse que definir sua estratégia para os próximos dez anos, qual seria sua maior ambição como empresária e quais legados pretende construir além das redes sociais?


CELA: Daqui a dez anos, quero olhar para trás e perceber que tudo o que construí foi resultado do meu merecimento, do meu trabalho e do meu esforço. Quero continuar crescendo na televisão, expandindo minha atuação no entretenimento e, ao mesmo tempo, construir empresas fortes, capazes de gerar impacto e permanecer por muitos e muitos anos.


Mas, acima de tudo, quero fazer cada vez mais diferença na vida das pessoas. Se hoje consigo arrancar um sorriso ou incentivar alguém a sonhar mais alto, quero que isso aconteça em uma escala ainda maior no futuro. Quero poder influenciar milhões de pessoas e usar essa influência para gerar transformações reais.


Meu maior legado será mostrar que é possível transformar uma ideia em uma marca, uma marca em uma empresa e o sucesso em oportunidades para inspirar outras pessoas. Quero que a minha história realmente transforme a vida das pessoas.


Inclusive, estou começando agora um projeto chamado Missão Des Afortunados, com o propósito de ajudar pessoas a realizarem seus sonhos. Espero que esse projeto dê muito certo, porque quero poder colaborar com muitas pessoas e realmente fazer a diferença.


Nas primeiras 24 horas em que disponibilizei um formulário para o projeto, recebi mais de 10 mil respostas. Foram 10 mil sonhos compartilhados, e fiquei muito impactada ao perceber a dimensão que a minha influência pode alcançar e o quanto ela pode representar na vida das pessoas. Isso me mostrou, de uma maneira muito concreta, a responsabilidade e também o potencial que tenho de transformar essa influência em algo maior.






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