Reprodução Nike - Instagram O branding no futebol e na moda esportiva tem evoluído de forma cada vez mais estratégica. Produtos cada vez mais modernos embarcados com novas tecnologias inspiram necessidades de consumo nos consumidores. Mas há um movimento diferenciado no mercado, um “museu de grandes novidades”.
Impulsionados por um fator que vai além do desempenho em campo: a memória afetiva dos torcedores e consumidores, clubes e grandes marcas tem investido pesado em relançamentos, resgatando coleções icônicas do passado, apostando no sentimento de nostalgia como gatilho de consumo. Quem não lembra das icônicas Nike total 90 e Adidas Predator, o suprassumo do desejo do futebolista dos anos 2000. As amarelinha inesquecível da Copa de 2002, eternizada com os gols e o pentacampeonato mundial da seleção brasileira.
Tudo isso agora vem deixando de ser apenas lembranças lendárias para entrar de vez no atual mercado. Isso mesmo, gigantes como Nike, Adidas e etc vem lançando coleções inspiradas nos seus lendários sucessos de venda do passado.
Essa tendência não se limita a chuteiras ou camisas retrô, mas alcança o design dos uniformes atuais. Clubes como Corinthians, Barcelona e Chelsea apresentaram recentemente camisas que dialogam diretamente com seus uniformes históricos, recriando cores, cortes e detalhes que remetem aos anos dourados de seus elencos. Para o torcedor, vestir uma camisa que lembra um período vitorioso ou marcante é mais do que moda, é reviver emoções, conquistas e ídolos que fizeram parte de sua formação como fã.
No mercado, esse movimento se traduz em um poderoso ciclo de engajamento e vendas. A estética "vintage" atrai tanto os torcedores mais velhos, que viveram aquele momento, quanto os mais jovens, que passam a consumir essa narrativa como parte da identidade do clube. Além disso, o apelo nostálgico cria coleções de edição limitada com alto valor agregado, despertando desejo e senso de exclusividade. Uma sacada genial das marcas que mexem com o emocional de muitos torcedores que antes por serem muito jovens, não tinham capacidade para financeira para adquirir os produtos e também com a emoção daqueles que tiveram e nunca esqueceram suas peças icônicas.
Em um cenário onde o branding no futebol é também entretenimento e estilo de vida, o relançamento de produtos saudosistas consolida a ponte entre passado e presente, fortalecendo a relação emocional do torcedor com a marca, seja ela o clube ou a fornecedora de material esportivo.
Temos definitivamente um museu de grandes novidades e também de oportunidades.





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