BRASIL O NOVO CAMPO DA NFL

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São Paulo,04/02/2026

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BRASIL O NOVO CAMPO DA NFL

Por que o país do futebol virou prioridade para o futebol americano


BRASIL O NOVO CAMPO DA NFL NFL Brasil

Quando se fala em Brasil, o mundo pensa logo em samba, carnaval e, claro, futebol. Mas nos últimos anos, uma outra bola começou a ganhar espaço: a oval da NFL. O país já é o segundo maior mercado de fãs da liga fora dos Estados Unidos, com estimativas que passam de 35 milhões de torcedores. Esse crescimento acelerado transformou o Brasil em peça-chave no plano de expansão global da liga mais poderosa dos esportes americanos.



O peso da partida em São Paulo


Na semana passada A NFL desembarcou novamente no Brasil, desta vez com o objetivo e também desafio de repetir o sucesso alcançado em sua estreia no ano anterior. O peso da responsabilidade de entregar um evento ainda melhor e com ainda mais atenção do público não foi um problema para os organizadores. O evento contou com sucesso e record de público, milhões de espectadores e ativações incríveis de marcas e artistas. O sucesso, agora reiterado, trouxe resultados expressivos. Segundo dados divulgados após o evento, a movimentação financeira gerada em São Paulo passou dos 350 milhões de reais, considerando turismo, serviços e ativações comerciais. Para a cidade, foi uma vitrine global. Para a NFL, a prova de que investir por aqui faz sentido, tanto que já está confirmado para 2026 e a intenção de realizá-lo como um evento fixo anual no Brasil. 


Aos fãs habituados a acompanhar a NFL, o nacionalismo e patriotismo Americano está sempre em destaque. Porém no Brasil, o ponto alto foi quando tremou a bandeira verde amarela enquanto mais de 48 mil vozes entoavam, sob a regência da cantora Ana Castela, o hino nacional brasileiro. O clímax da bandeira americana dividindo o espaço com o verde amarelo foi de arrepiar. O momento impressionou integrantes das comissões e dos clubes, nas palavras de Andy Reid (treinador do Chiefs) o "momento foi espetacular” e de “arrepiar”. 



O que diz a NFL


A estratégia é clara: transformar a liga em uma marca esportiva verdadeiramente global. Peter O’Reilly, vice-presidente executivo da NFL, não esconde a importância do Brasil nesse plano:


“Trazer a NFL para novos continentes e países é essencial para o nosso crescimento. O Brasil já se estabeleceu como um mercado fundamental.”


Já o comissário Roger Goodell, principal nome da liga, reforça o impacto de jogos como o realizado em São Paulo:


“Quando levamos a temporada regular para novos países, acendemos uma faísca. A experiência transforma a relação dos torcedores com o esporte e tudo decola a partir daí.”


Patrick Mahomes, quarterback do Kansas City Chiefs descreveu a experiência de jogar no Brasil como única, citando a energia, a paixão da torcida e o recebimento do público como os pontos altos. 


A aposta é de longo prazo: a liga abriu escritório no Brasil, investe em projetos de base e vê no país um caminho natural para expandir audiência, merchandising e negócios digitais.


E os clubes, o que acham?


Se para a NFL o Brasil é oportunidade de mercado, para os times a experiência também tem sido positiva. As franquias destacam o clima de estádio lotado, a paixão comparável ao futebol e a chance de conquistar novos torcedores internacionais. Jogar fora dos EUA já virou parte da rotina de muitas equipes, mas a energia brasileira chamou atenção. Jogadores do Green Bay Packers e do Philadelphia Eagles, que participaram do primeiro jogo, chegaram a dizer que a recepção “parecia final de campeonato” com torcida cantando, bandeiras e uma intensidade que lembra mais o futebol do que o football.


O país do futebol, agora também do “football”


Se antes parecia improvável imaginar brasileiros acompanhando de madrugada transmissões da NFL, hoje é realidade: os números de audiência e engajamento em redes sociais crescem ano após ano. Plataformas como o YouTube, que transmitiram o jogo no Brasil, reforçam o alcance global.


No fim das contas, o que a NFL percebeu é que o “país do futebol” tem espaço de sobra para outro jogo com bola. E não só como plateia: o impacto econômico e cultural mostra que o Brasil pode ser, cada vez mais, um palco permanente do futebol americano internacional.





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