Como conquistar atenção no marketing em 2026

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São Paulo,04/02/2026

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Como conquistar atenção no marketing em 2026

Se 2025 foi um ano de testar e aprender, 2026 é o momento de colocar essas lições em prática.


Como conquistar atenção no marketing em 2026 Divulgação

Depois de um ano ultrapassando os limites do imaginável para capturar a atenção do consumidor em um mercado saturado, 2026 marca uma virada no marketing de moda em direção a um caminho mais consciente e mais conectado ao ser humano.

A campanha viral da GAP com o grupo Katseye foi um dos momentos emblemáticos desse movimento, assim como o controverso “Great Jeans”, da American Eagle, estrelado pela atriz Sydney Sweeney.

Mas não para por aí. À medida que as marcas tentam entender como entreter, engajar e conquistar a confiança do consumidor em meio à inteligência artificial e ao esgotamento social, cresce também a necessidade de verdade, transparência e autenticidade. Vale lembrar da campanha gerada por IA da Valentino, que foi descrita como “perturbadora” (um alerta claro sobre os limites do uso da tecnologia).

Portanto, pode esquecer a tática de chamar atenção a qualquer custo: o novo caminho é merecê-la.




O consumidor está cansado, esgotado e saturado de informações que o bombardeiam de todos os lados. Na prática, isso significa ser mais intencional na forma de se apresentar, criar oportunidades reais de conexão presencial, desenvolver narrativas que emocionem e manter o toque humano, mesmo na era da IA.


Em 2026, vamos sentir com mais força a chegada da IA agêntica, que promete


transformar profundamente a forma como a publicidade é feita, como as marcas se apresentam e como os profissionais lidam com a tecnologia no dia a dia. Nesse cenário, o diferencial não está no uso da IA em si, mas em como e por que ela é utilizada. Conexão humana, clareza emocional e transparência importam mais do que a novidade, e usos mal pensados da IA podem minar rapidamente a confiança do público.


Para que tudo isso aconteça, as marcas precisarão entender como fazer o cliente parar o scroll e prestar atenção: encontros presenciais em locais inesperados, minisséries nas redes sociais divididas em capítulos, mais conteúdo criado por colaboradores, trazendo espontaneidade, informação e credibilidade. Não será fácil. Se a mentalidade do seu marketing seguir apenas o caminho tradicional, uma quebra de paradigmas será inevitável. Mas, na dança do mercado da moda, não será você que ficará no compasso errado, certo?



American Eagle x Sydney Sweeney, 2025



Aqui vão quatro temas que definirão o marketing de moda em 2026



Mais humanidade na era da IA


A Equinox abriu o ano com a campanha Question Everything But Yourself (“Questione tudo, menos você”), trazendo imagens absurdas geradas por IA (como a famosa cena do Papa com a puffer jacket) ao lado de fotos reais de frequentadores da academia, destacando a importância da humanidade na era da inteligência artificial. Por sua vez, a Moncler emocionou o mundo com a campanha protagonizada pelos amigos Al Pacino e Robert De Niro.


Então, sim, a IA continuará presente no marketing, mas seu uso precisa ser claramente identificado e ter um propósito. Não faça como a J.Crew, que recriou catálogos antigos com IA sem divulgar o uso da tecnologia, isso é o que chamamos de autenticidade pretendida. E,definitivamente não é algo que você quer para o seu negócio. As pessoas querem sentir que as marcas são humanas, reais e emocionalmente conduzidas.


Equinox, Question Everything But Yourself, 2026



Entretenimento como estratégia de marketing



De campanhas bem-humoradas a minisséries com roteiros mais sarcásticos, o entretenimento será o combustível de muitas marcas para trazer leveza à vida dos consumidores. Inclusive, o termo unserious everything (algo como, “tire a seriedade de tudo”) é apontado pela WGSN como uma macrotendência para 2026.


Mas atenção: humor e sátira não funcionam para todas as marcas. É fundamental saber quem é o seu cliente e qual a melhor forma de se comunicar com ele. A Loewe é um ótimo exemplo de como encontrar equilíbrio, usando humor de forma estratégica sem comprometer seu posicionamento e percepção de valor.



Loewe Resort, 2025


Online e offline cada vez mais próximos



À medida que os consumidores buscam novas formas de interação, as experiências offline ganham ainda mais espaço. Mas não pense apenas em eventos já consagrados. Vamos pensar diferente! Marcas estão criando pop-ups em locais inusitados, desenvolvendo experiências inovadoras, se aliando ao esporte ou a clubes e engajando diferentes nichos de suas comunidades no mundo real. É levar o cliente real para a vida real. Ao mesmo tempo, vivemos a era da omnicanalidade. Conectar experiências offline a ativações digitais amplia a presença da marca, potencializa o alcance e cria pontes com novos públicos.



Cabine fotográfica Rhode x Hayley Bieber, 2025



Criadores de conteúdo com novos poderes



A economia criativa e os influenciadores já ocupam um papel central na decisão de compra dos consumidores. E, eles sabem disso. Por isso, estão cada vez mais seletivos em relação às marcas com as quais se associam, aos formatos de entrega, à narrativa do conteúdo e às formas de monetização. Muitos têm optado por colaborações de produto, vendas via programas de afiliados e formatos mais espontâneos e autênticos. O diferencial está em olhar além do influenciador tradicional. A Oysho, por exemplo, tem apostado cada vez mais em conteúdos protagonizados por seus próprios colaboradores, apresentando produtos e diferenciais com propriedade e proximidade, aproveitando o entendimento profundo que eles têm do público da marca.



Oysho, Tech Insights, 2025





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