A repetição não é a chave para o sucesso

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São Paulo,04/02/2026

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A repetição não é a chave para o sucesso

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A repetição não é a chave para o sucesso

A repetição não é a chave para o sucesso.

No marketing, costuma-se dizer que a repetição é a chave do sucesso, mas não podemos esquecer que, no luxo, tudo o que constitui esse universo é anti-marketing. Precisa ser.

No mundo de alto padrão, a arte existe para elevar sua percepção de valor e diferenciar a marca por meio do caráter único e exclusivo que o criador coloca em suas criações, permitindo ser original e autêntico. Aqui não existe concorrência, aliás, ela nem importa. Cada marca está ocupada em construir o seu próprio território, do seu jeito. É por isso que precisamos tomar muito cuidado ao reproduzir, dentro desse universo, modelos utilizados no mercado de massa.

Um princípio valorizado na publicidade tradicional é que, quanto mais o consumidor vê seu anúncio, mais provável é que ele compre. Em um primeiro momento, isso até pode ser verdade, porque todo aprendizado depende da apresentação repetitiva de determinado estímulo. Porém, quando algo ou alguma informação se torna constante, passamos a ignorá-la aos poucos, por meio de um processo de habituação que cancela tudo o que é constante.

Isso acontece porque, em um mundo no qual não nos acostumássemos ao entorno, nosso cérebro explodiria diante da quantidade de estímulos sensoriais que teria de processar. Esse fenômeno é explicado pelo cientista Eugene Sokolov e pode ser aplicado às estratégias de negócios.

Você já deve ter notado que o normal é ignorado e o absurdo vende. Tudo o que choca é mais compartilhado. Não à toa, o mercado de massa sempre apela para comunicações sensacionalistas e constrangedoras para chamar atenção. Mas como aplicar esse mesmo princípio em um mercado que não compete, não grita e se comunica por códigos?

É aí que a arte se torna uma ferramenta ainda mais importante, não apenas na construção de valor, mas também para evidenciar que, para que sua mensagem seja ouvida, é preciso contar histórias de um jeito genuíno, não repetitivo e não convencional. É sobre criar algo próprio, novo. Não é sobre ser óbvio, e sim criativo. E é exatamente aí que mora o grande desafio de uma geração que insiste em repetir mais do mesmo.

Talvez o verdadeiro luxo hoje não esteja em ser visto o tempo todo, mas em ser lembrado justamente pelo que não se repete. Em um mundo saturado de estímulos, quem copia fórmulas se torna ruído e quem cria com intenção se torna referência. Afinal, você quer apenas ocupar espaço ou deixar uma marca que não precisou reproduzir o que outros fazem para existir?



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