Quando o sofá vira arte: a visão criativa de Marina Efimova
A designer Marina Efimova propõe uma nova leitura do design contemporâneo, onde móveis deixam de ser apenas funcionais para ocupar o centro da experiência estética
Divulgação No trabalho da designer Marina Efimova, o mobiliário deixa de ser coadjuvante para assumir protagonismo. À frente da marca MARYEEFI, ela desenvolve uma coleção em que o sofá passa a ocupar o centro visual e emocional dos ambientes, estabelecendo uma relação direta entre design, arte e arquitetura. A proposta parte de uma ideia clara: transformar objetos cotidianos em elementos expressivos, capazes de influenciar a atmosfera de um espaço.

A coleção mais recente reforça esse posicionamento ao apresentar peças com formas marcantes, superfícies gráficas e uma presença estética intencional. Cada sofá é concebido como um objeto que dialoga com o ambiente ao redor, criando composições visuais que ultrapassam a função tradicional do mobiliário. Nesse contexto, o design deixa de ser apenas utilitário e passa a atuar como linguagem.
Um dos elementos centrais do projeto é o sistema de capas intercambiáveis. Cada peça possui uma base fixa e uma camada externa removível, permitindo que o sofá mude de identidade visual ao longo do tempo sem alterar sua estrutura. A proposta introduz uma lógica de transformação contínua, em que o mesmo objeto pode assumir diferentes leituras dentro de um mesmo espaço.

O processo criativo combina tecnologia e visão autoral. A inteligência artificial é utilizada como ferramenta de exploração visual, permitindo testar combinações de formas, texturas e composições. O resultado final, no entanto, é definido por curadoria e decisão humana, em um processo que privilegia intenção e linguagem estética. Não se trata de automação, mas de um uso estratégico da tecnologia como extensão do olhar criativo.
Em edição limitada, as peças reforçam a ideia de exclusividade e permanência. Mais do que mobiliário, os sofás são pensados como objetos de valor duradouro, capazes de acompanhar o tempo e se adaptar a diferentes contextos. Ao propor essa abordagem, Marina Efimova insere o design em um território onde função, emoção e expressão coexistem de forma equilibrada, refletindo uma nova forma de pensar os objetos no espaço contemporâneo.





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