Do rigor do Exército ao comando de uma nova geração da segurança
Com 25 anos de experiência e formação no Segundo Batalhão de Polícia do Exército, Léo Roberto lidera a Platoon e defende uma nova visão para o setor, baseada em inteligência, tecnologia e formação de profissionais preparados para cenários cada vez mais co
A segurança vive uma transformação silenciosa. O avanço da tecnologia, a necessidade de prevenção e o aumento da complexidade dos riscos têm exigido uma nova geração de profissionais, preparados não apenas para reagir, mas para antecipar cenários e tomar decisões estratégicas.
À frente da Platoon, empresa especializada na formação e capacitação de profissionais da área, Léo Roberto reúne mais de 25 anos de experiência na segurança pública e privada. Sua trajetória começou no Segundo Batalhão de Polícia do Exército, onde construiu a base que hoje orienta sua atuação como empresário e especialista em treinamento operacional.
Em entrevista a THAYLOR, Léo analisa os desafios que ainda limitam o desenvolvimento da segurança no Brasil, explica por que a qualificação profissional se tornou um diferencial competitivo e mostra como inteligência, tecnologia e preparo emocional estão redefinindo o futuro do setor.
O especialista também aborda o papel da segurança preventiva em empresas, escolas e grandes eventos, fala sobre a importância da liderança na formação de equipes de alta performance e compartilha sua visão sobre o impacto da inteligência artificial, da análise preditiva e das novas tecnologias na evolução da segurança pública e privada.
A entrevista traz ainda reflexões sobre gestão, disciplina, transformação social e o compromisso de formar profissionais capazes de atuar com excelência em ambientes de alta pressão.

THAYLOR:
Sua formação no Segundo Batalhão de Polícia do Exército foi determinante para sua trajetória. Quais princípios dessa base militar ainda orientam suas decisões como CEO hoje?
LR: A formação militar foi o alicerce da minha carreira. Disciplina, planejamento, liderança pelo exemplo, gestão de crises e compromisso com a missão continuam sendo princípios que orientam todas as minhas decisões. Aprendi que o preparo antecede o sucesso e que uma equipe bem treinada é capaz de responder com eficiência mesmo nos cenários mais adversos. Como CEO, esses valores se traduzem em gestão estratégica, excelência operacional e desenvolvimento contínuo das pessoas.
THAYLOR:
Após 25 anos atuando na segurança pública e privada, quais são as principais fragilidades que ainda persistem no setor no Brasil?
LR: O maior desafio ainda é a falta de padronização na formação dos profissionais e a cultura de investir na segurança apenas de forma reativa. Muitas organizações ainda enxergam a segurança como um custo, quando, na realidade, ela é um investimento estratégico. Também precisamos fortalecer a integração entre inteligência, tecnologia e capacitação para elevar o nível de eficiência do setor.
THAYLOR:
O mercado de segurança tem passado por uma transformação silenciosa. Na sua visão, o que diferencia um profissional comum de um operador realmente preparado para cenários de risco?
LR: O diferencial está na capacidade de tomar decisões sob pressão. O operador preparado domina técnicas, conhece protocolos, mantém equilíbrio emocional e possui consciência situacional. Ele não apenas reage aos acontecimentos; antecipa riscos, avalia cenários e atua com precisão, sempre dentro dos princípios legais e éticos.
THAYLOR:
A Platoon se posiciona como referência em formação. Qual é o diferencial metodológico que sustenta esse reconhecimento?
LR: Nosso diferencial é unir conhecimento técnico, experiência operacional e treinamento baseado em situações reais. Desenvolvemos uma metodologia que aproxima o aluno da realidade que encontrará em campo, trabalhando aspectos técnicos, físicos, psicológicos e estratégicos. Não formamos apenas profissionais capacitados; desenvolvemos líderes preparados para atuar em ambientes complexos.
THAYLOR:
Como o seu centro de treinamento prepara profissionais para situações reais de alta pressão, onde a tomada de decisão precisa ser imediata e precisa?
LR: Utilizamos treinamentos progressivos, simulações realistas e cenários que exigem análise rápida, comunicação eficiente e tomada de decisão sob estresse controlado. O objetivo é criar memória operacional para que, diante de uma situação crítica, o profissional aja com segurança, técnica e equilíbrio emocional.
THAYLOR:
Segurança hoje deixou de ser apenas operacional e passou a ser estratégica. Como empresas e instituições devem repensar seus investimentos nessa área?
LR: As organizações precisam compreender que segurança faz parte da governança corporativa. Investir em inteligência, gestão de riscos, protocolos preventivos, tecnologia e treinamento reduz vulnerabilidades e protege pessoas, patrimônio e reputação institucional. Segurança eficiente não se limita à resposta; ela atua principalmente na prevenção.
THAYLOR:
Existe uma crescente demanda por segurança preventiva em ambientes sensíveis, como escolas e grandes eventos. Como você enxerga a evolução desse tipo de protocolo no Brasil?
LR: Esse movimento é irreversível. Protocolos preventivos serão cada vez mais robustos e integrados. O futuro passa pela combinação entre planejamento, treinamento das equipes, análise de riscos, monitoramento inteligente e integração entre instituições públicas e privadas. A prevenção é sempre mais eficiente do que a resposta a uma crise instalada.

THAYLOR:
A profissionalização do setor passa inevitavelmente pela formação. O Brasil está preparado para elevar o nível técnico dos seus profissionais de segurança?
LR: O Brasil possui excelentes profissionais e um enorme potencial, mas ainda precisamos investir mais em qualificação contínua. O mercado está mais exigente e valoriza profissionais certificados, atualizados e preparados para lidar com novas ameaças e tecnologias. O caminho é fortalecer a cultura da educação permanente.
THAYLOR:
Seu envolvimento com projetos sociais revela um olhar além do negócio. De que forma a segurança pode ser também um instrumento de transformação social?
LR: A segurança também é cidadania. Quando capacitamos pessoas, criamos oportunidades, promovemos disciplina, fortalecemos valores e ampliamos perspectivas de futuro. A formação profissional pode mudar trajetórias, reduzir vulnerabilidades e contribuir diretamente para comunidades mais seguras e conscientes.
THAYLOR:
Olhando para o futuro, quais tendências devem redefinir o mercado de segurança pública e privada nos próximos anos, especialmente em relação à tecnologia e inteligência aplicada?
LR: A inteligência artificial, a análise preditiva, o monitoramento integrado, drones, sistemas inteligentes de vigilância e o uso estratégico de dados transformarão profundamente o setor. No entanto, nenhuma tecnologia substituirá o fator humano. O futuro pertence aos profissionais capazes de integrar tecnologia, inteligência e capacidade de decisão para oferecer soluções cada vez mais eficientes e preventivas.





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