O Alquimista das viradas no mercado imobiliário brasileiro
Como a Neximob transformou dados, método e execução em um dos modelos mais eficientes de performance e recuperação de ativos imobiliários do país
Em um setor tradicionalmente orientado por intuição e ciclos de mercado, a Neximob construiu um posicionamento raro: transformar ativos imobiliários de baixa performance em operações altamente rentáveis.
Sob a liderança de Edgar Ueda, a empresa estruturou um modelo baseado em inteligência de dados, metodologia proprietária e execução disciplinada, alcançando mais de R$ 10 bilhões em VGV gerados, com presença nacional e atuação em projetos de alta complexidade.
Mais do que vender empreendimentos, a Neximob se especializou em resolver problemas que o mercado não consegue equacionar.

Nesta entrevista, Edgar Ueda detalha os fundamentos desse modelo e sua leitura sobre o futuro do setor.
Confira a entrevista completa:
THAYLOR: O que diferencia a Neximob em um mercado onde poucos conseguem escalar com consistência?
Edgar Ueda:
A Neximob foi construída sobre três pilares: inteligência, método e execução.
Desde o início, optamos por atuar onde havia maior complexidade. Enquanto o mercado buscava previsibilidade, nós estruturamos um modelo para operar em cenários adversos, especialmente em ativos subperformados.
Essa decisão exigiu desenvolver uma metodologia própria, baseada em diagnóstico profundo, planejamento estruturado e execução orientada por dados.
Hoje, mais do que uma empresa de vendas, somos uma plataforma de performance imobiliária.
THAYLOR: O mercado sempre valorizou localização como principal fator de sucesso. Esse paradigma mudou?
Edgar Ueda:
Localização é relevante, mas nunca foi suficiente, nunca foi só localização.
Existem inúmeros casos de empreendimentos bem localizados que fracassaram, assim como projetos fora dos eixos tradicionais que se tornaram referências.
O que determina sucesso é a combinação entre produto, estratégia, timing e execução.
Na Neximob, utilizamos inteligência de dados para mapear demanda real e potencial, além de comportamento de compra. Isso permite decisões mais precisas e reduz significativamente o risco de erro.
Hoje, operar sem dados não é apenas uma limitação. É um risco direto ao resultado.

THAYLOR: Como a empresa mantém consistência em escala nacional, com operações distribuídas em diferentes regiões?
Edgar Ueda:
Consistência não é consequência de talento. É consequência de sistema.
A Neximob opera com metodologias estruturadas, playbooks de execução e ferramentas proprietárias que padronizam processos independentemente da região.
Além disso, cultura é tratada como um ativo estratégico. Disciplina, método e compromisso são princípios inegociáveis.
O monitoramento é contínuo. A operação é acompanhada em tempo real, com ajustes rápidos sempre que necessário.
THAYLOR: O método Turnaround se tornou uma referência no setor. Onde, na sua visão, os empreendimentos mais erram?
Edgar Ueda:
O erro começa na concepção.
Muitos projetos nascem desalinhados com a demanda real, e o ego impede correções ao longo do caminho.
Outro ponto crítico é a falta de especialização. Incorporadores tentam centralizar competências e deixam de trazer os melhores profissionais para cada etapa.
E, por fim, há a ausência de método. O mercado ainda opera de forma intuitiva em muitos casos.
O Turnaround atua justamente nesses pontos: diagnóstico preciso, reestruturação estratégica e execução orientada por dados.
É um processo técnico. Não é improviso.
THAYLOR: Sua formação é marcada por experiências práticas e internacionais. Como isso impacta sua liderança?
Edgar Ueda:
Impacta na forma de pensar e executar.
Minha formação sempre foi baseada em aprendizado contínuo e aplicação prática. O contato com diferentes escolas e mercados trouxe repertório, mas principalmente disciplina para implementar.
Conhecimento só gera valor quando se transforma em execução.
THAYLOR: Quais princípios da cultura japonesa permanecem presentes na Neximob?
Edgar Ueda:
Disciplina, processo e compromisso.
No Japão, compromisso não é uma intenção. É uma entrega.
Esses princípios estão incorporados na cultura da empresa e influenciam diretamente o padrão de resultado.
THAYLOR: Como a empresa mantém inovação constante em um mercado competitivo?
Edgar Ueda:
Inovação, para nós, não é evento. É cultura.
Existe um movimento permanente de melhoria, revisão de processos e adoção de novas ferramentas.
A empresa não se permite operar no mesmo nível por muito tempo.
THAYLOR: O que define hoje um empreendimento de alta performance no Brasil?
Edgar Ueda:
Integração.
O consumidor está mais informado e mais exigente. Ele busca não apenas produto, mas experiência, conveniência e qualidade de vida.
Projetos de alta performance combinam estratégia, diferenciação e execução consistente.
Esse é o modelo que chamamos internamente de Success Model.
THAYLOR: A Neximob se consolidou como referência na recuperação de empreendimentos de baixa performance. Quais são os erros mais recorrentes que levam um projeto ao fracasso e como, na prática, a sua metodologia reverte esse cenário?
Edgar Ueda:
A maioria dos empreendimentos não fracassa no final. Eles já nascem desalinhados.
O primeiro erro é a concepção equivocada. Produto fora da demanda real, precificação desconectada do mercado e posicionamento mal definido.
O segundo é o ego na gestão. Muitos incorporadores identificam o problema, mas não corrigem. Ajustar exige desapego, e isso ainda é raro no setor.
O terceiro é a ausência de método. O mercado ainda opera, em muitos casos, de forma intuitiva, sem um processo estruturado que conecte produto, marketing e estratégia comercial.
O que a Neximob faz é atuar exatamente nesses pontos críticos.
O processo começa com um diagnóstico profundo, onde analisamos dados de mercado, comportamento de compra, concorrência e aderência do produto.
Na sequência, estruturamos um planejamento completo, redefinindo estratégia, posicionamento e, quando necessário, o próprio produto.
Depois disso, entra a execução com um time altamente especializado, atuando com inteligência de dados, neurociência aplicada, estratégias comerciais avançadas e acompanhamento em tempo real.
Existe um momento-chave no turnaround, que é quando o projeto sai da estagnação e entra em fluidez. A partir daí, a aceleração é estratégica.
Não é sobre vender mais.
É sobre corrigir o que impede o empreendimento de performar.
Turnaround não é improviso. É engenharia de resultado aplicada ao mercado imobiliário.
THAYLOR: Qual o papel do impacto social dentro da sua trajetória?
Edgar Ueda:
Impacto é parte do legado.
A atuação em iniciativas como o Instituto Êxito e o FFL reflete a responsabilidade de contribuir além do resultado financeiro.
E existe um compromisso crescente com causas ligadas à proteção animal, que deve ganhar mais espaço nos próximos anos.

THAYLOR: Onde estarão as maiores oportunidades no mercado imobiliário nos próximos anos?
Edgar Ueda:
Nas lacunas.
O Brasil ainda possui déficit habitacional relevante e múltiplas demandas não atendidas.
As maiores oportunidades estarão na capacidade de identificar problemas reais e estruturar soluções eficientes.
O mercado imobiliário continua sendo um dos maiores vetores de geração de valor no país.
THAYLOR: Sua trajetória inclui formação em instituições de referência e contato direto com alguns dos principais nomes globais em negócios, liderança e comportamento. Como esse repertório influencia, na prática, o modelo da Neximob?
Edgar Ueda:
Minha formação não seguiu o caminho acadêmico tradicional, mas sempre foi intencional e contínua.
Ao longo da minha trajetória, busquei aprendizado em instituições como FGV, ESPM e INSPER, além de programas internacionais como Napoleon Hill Foundation, Dale Carnegie Training, Success Resources, Toyota Enterprise e JAL Academy.
Paralelamente, tive acesso a imersões e formações com algumas das principais referências mundiais em estratégia, persuasão e liderança, como Richard Bandler, Robert Cialdini, Brian Tracy, Grant Cardone, Neil Patel, Robert Kiyosaki, Chris Gardner e John C. Maxwell, entre outros.
Mais do que acumular conhecimento, o foco sempre foi transformar aprendizado em aplicação prática.
Esse repertório se traduz hoje na Neximob em três frentes principais: tomada de decisão orientada por dados, construção de processos replicáveis e desenvolvimento de equipes de alta performance.
No fim, conhecimento só tem valor quando melhora a execução. E execução é o que sustenta resultado.





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