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São Paulo,06/05/2026

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Pipo: Entre a Brasa e a Arte, um Encontro com o Sabor no MIS

Assinado por Felipe Bronze e localizado nos fundos do Museu da Imagem e do Som, o restaurante Pipo oferece muito mais do que um almoço: entrega uma experiência sensorial onde o fogo, o afeto e a cultura dividem a mesma mesa.


Pipo: Entre a Brasa e a Arte, um Encontro com o Sabor no MIS

Eu poderia começar dizendo que fui ao Pipo, em São Paulo, para conhecer o restaurante do chef Felipe Bronze, premiado com duas estrelas Michelin por seu trabalho no Rio. Mas, na verdade, o que encontrei ali foi algo muito além da expectativa de um bom almoço. Foi uma experiência completa — e surpreendente — de sabor, ambiente e sensibilidade.


O restaurante fica discretamente na parte de trás do MIS. A entrada é quase despretensiosa, mas ao atravessar o espaço arejado, com muitas plantas e um mobiliário aconchegante, senti que estava prestes a viver algo especial. A atmosfera é leve, elegante sem esforço, com um charme tropical bem resolvido.


Comecei pelas entradas, e já ali tive a certeza de que estava diante de uma cozinha que respeita a matéria-prima e surpreende nos detalhes. A berinjela empanada com missô foi, sem exagero, a melhor que já comi. Sou apaixonada por esse preparo, mas poucos lugares dominam o equilíbrio entre a textura crocante por fora e o sabor profundo do missô — no Pipo, isso é feito com maestria.


tartar de atum, por sua vez, é delicado e cheio de camadas: vem com coalhada fresca, tomates assados, azeite de manjericão e avelã — uma combinação que brinca com a acidez, o frescor e a crocância de forma quase artística. E antes de tudo isso, chega à mesa o pão assado na hora, quentinho, acompanhado de uma manteiga defumada simplesmente imperdível. Um começo que já diz muito sobre o que está por vir.


Os principais, todos preparados na brasa, seguem a mesma linha de sofisticação descomplicada. A costela assada por 48 horas é macia, suculenta, com aquele sabor que só o fogo consegue entregar. E o arroz de tomate com crosta, servido com cebola tostada, cogumelos e coalhada, é o tipo de prato que abraça. A crostinha no fundo da panela é puro conforto — e técnica.


Estar no Pipo é também estender a experiência além da mesa. Depois do almoço, caminhar pelo MIS torna tudo ainda mais especial. Cultura e gastronomia se entrelaçam num ritmo que convida à presença, à contemplação, ao prazer de estar ali, sem pressa.


Com o Pipo, Felipe Bronze mostra que excelência pode — e deve — ser leve, sensorial e próxima. Um restaurante para se lembrar, e para voltar.




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