Darfiny
Toda arte possui o potencial do luxo
Toda arte que resistiu ao tempo sempre foi um negócio, só que o artista nem sempre geriu isso de maneira consciente. Quem gere não entrega a própria potência para outra pessoa decidir o valor dela.
Assumir a arte como negócio é sair da posição de "eu faço arte" para "eu sou o ativo por trás da minha arte". E ativo se protege, se valoriza, se posiciona.
Ao longo dos últimos anos trabalhando com arte, conheci artistas incríveis que pensavam que estruturar um negócio sujaria a própria arte, como se pureza criativa e estratégia de vendê-la fossem opostas. Mas não são.
Obra é produto, e é você quem decide se ele vai ser reconhecido como arte e tratado como algo valioso.
Thierry Hermès era um artesão de arreios. Não era empresário, era um criador obcecado por couro. O nome dele hoje é sinônimo de luxo geracional porque ele entendeu cedo que o ofício precisava virar negócio.
Grandes criadores não nascem empresários. Começam fazendo arte com excelência obsessiva, e o negócio nasce como consequência da postura de quem sabe que carrega algo valioso.
As maisons não venderam menos arte por terem virado negócio, vendem arte há gerações porque viraram negócio. Entende?




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